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21/06/2016 - 16:15

Na manhã desta terça-feira, 21, o governador do Estado, Simão Jatene, assinou Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Governo do Pará, por meio da Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Pará (Prodepa), e a Agência dos Estados Unidos para o Comércio e Desenvolvimento (US Trade and Development Agency - USTDA). O acordo firma um projeto de modernização e expansão da rede de telecomunicações no Estado.

Depois da assinatura deste acordo, a USDA vai abrir uma concorrência pública nos Estados Unidos com as empresas interessadas em realizar um estudo detalhado da rede de comunicações no Pará. Uma vez selecionada essa consultoria americana, vai ser formada uma equipe que virá ao Estado iniciar os trabalhos. A previsão é em torno de seis a oito meses de estudos, em cooperação com os técnicos da Prodepa.

"A única forma objetiva para que a gente possa ter uma comunicação efetiva, que integre o estado, é você se utilizar das tecnologias cada vez mais modernas. O que essa parceria, hoje, com o governo americano, termina trazendo é exatamente essa preocupação. Estudos que pretendem garantir que se possa utilizar cada vez mais a internet com qualidade, levando conhecimento aos quatro cantos do Estado. Como o Governo do Estado já vem trabalhando na busca de uma operação de crédito para interligar boa parte do estado com a informática de qualidade, isso vem nos ajudar para que a gente possa ter a melhor tecnologia disponível para fazê-lo, com o menor custo e o maior benefício”, destacou o governador do Estado, Simão Jatene.

O governo americano vai investir mais de 400 mil dólares nesses estudos iniciais. “Esse passo que foi dado hoje é super importante para poder ligar o cidadão do interior com o mundo ao redor. Os desafios da geografia, pelo tamanho do estado do Pará, vão ser enormes, mas estamos aqui para apoiar o governo a entender quais são os desafios tecnológicos e como poderemos enfrentá-los juntos”, disse o cônsul geral dos EUA em Recife, Sr. Richard Reiter.

“O mais importante é a identificação dos principais desafios para levar banda larga a essas comunidades mais afastadas. Mas estamos realmente muito otimistas, não só com a condição de trabalho, mas com os frutos que serão gerados após a conclusão dos estudos, que estão sendo apoiados pelo governo americano. Uma vez realizados os relatórios, nós os entregaremos à Prodepa e eles vão decidir como vão implementar o projeto. Nosso intuito é colaborar com as consultorias americanas e, depois, quem tomará a frente do projeto será o Governo do Estado”, esclareceu o representante da USTDA no Brasil, Rodrigo Mota.

A partir desse acordo, o Governo do Estado estará trabalhando com linhas de financiamento para a operacionalização dessa rede. "O governo tem buscado ligar o estado inteiro através da internet, como uma das metas de desenvolvimento. Isso faz parte da nossa estratégia para diminuir as desigualdades”, disse o presidente da Prodepa, Theo Pires.

O projeto de expansão e melhoria da rede vai reforçar o que já vem sendo feito. A fibra óptica já chegou ao Marajó, em municípios como Ponta de Pedras, e de lá, até Salvaterra, Soure e Muaná. O Governo do Pará, por meio da Prodepa, também vem desenvolvendo projetos no sul do Pará, em municípios como Eldorado dos Carajás, assim como no nordeste do Estado, em Abaetetuba. Até o mês de julho, a fibra óptica chegara à Barcarena. A meta do Governo é lançar 1.500 Kms de fibra óptica nos próximos dois anos e meio. “Já cumprimos aproximadamente 1/5 dessa meta e a gente espera, até 2017, estarmos bem avançados, levando uma rede de qualidade para todo o estado”, reforçou o presidente da Prodepa.

Por Syanne Neno